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Congresso ABRH-RIO 2009

“A Música alcança resultados mais rápido e eficaz entre muitas ferramentas de gestão”

 

 O facilitador de uma das oficinas que mais promete resultados interessantes durante o terceiro dia do Congresso RH-RIO 2009 (que vai de 3 a 5 de junho no Centro de Convenções SulAmérica) graduou-se na “academia da vida”, ou seja, é autodidata. Na verdade trata-se de um fenômeno quando o tema é gestão da música para transformar por pessoas. O gaúcho de Herval do Sul (fronteira com o Uruguai), Guilhermo Santiago, 46 anos, saiu de casa aos 14 e até os 25 passou 11 anos pesquisando todas as relações e efeitos que a música produz nas pessoas.

 

Por Alexandre Peconick (texto)

 

Hoje ele toca nada menos do que 116 instrumentos. Em seu mais enriquecedor período de aprendizado tirava da música apenas o suficiente para sua subsistência. Morou em muitos estados brasileiros e ainda em países sul-americanos como Bolívia, Chile, Uruguai, Peru e Argentina. Dos 17 aos 19 anos morou com a tribo indígena Xerente – localizada na área que hoje fica nos arredores de Palmas do Tocantins, Javaés (Ilha do Babanal - Tocantins e Kajajá no Mato Grosso (MT).

 

 Após os 25 anos, Guilhermo diversificou sua forma de atuar levando os benefícios da música para áreas como Saúde, Educação, Teatro, Cinema e Gestão com Pessoas. Em outros 17 anos, Guilhermo já acumulou inúmeras consultorias a empresas de todos os portes no Brasil e no exterior, criou o Método S.O.M (Sistema de Organização Musical), compõem trilha sonora para teatro e cinema e é co-autor de manuais de treinamento e desenvolvimento de equipes de pessoas, além de ministrar MBA em Recursos Humanos e Marketing.

 

 O hoje Diretor da Royes Consultoria em Desenvolvimento Humano nos concedeu entrevista especial na qual dá apenas um aperitivo do verdadeiro presente que irá oferecer aos participantes da oficina "Convergência pela Música". Santiago ministra entre oito e 12 palestras por mês e tem 310 empresas clientes, entre as quais algumas de países como México, Colômbia e Argentina.

 

SITE DA ABRH-RJ - Conte-nos sobre algo que aprendeu de muito importante em sua relação com tribos indígenas?

 

Guilhermo Santiago - Uma das coisas mais importantes que aprendi é que a palavra "tupi" que dá o nome grande nação significa "flauta em pé", ou seja, no momento em que penso nas palavras, no momento em que as pronuncio e me coloco no lugar de quem as ouve, consigo dimensionar o poder que cada palavra tem e assim ter uma relação que me permite uma comunicação mais eficiente com qualquer grupo cultural, com qualquer tipo de pessoa. Isso, no entanto, é apenas uma vírgula perante a tudo o que aprendi com os índios. Curioso que  hoje as empresas que despontam no cenário da gestão têm uma estrutura muito parecida com tribos indígenas.

 

SITE DA ABRH-RJ - O que motivou você a levar este trabalho com música para o ambiente das empresas?

 

Guilhermo Santiago - O meu despertar em relação aos benefícios que a música poderia levar às empresas aconteceu em Joinville (SC) no ano de 1996 quando comecei a criar trilha sonora para peças de teatro e levar essas peças às empresas. Muito embora o embrião tenha nascido desde os 14 anos quando fez uma pergunta: “Qual a intenção do som e qual a sua extensão?” fato esse que me motivou a sair de casa. Na época eu já fazia trabalho de gestão com músicas em comunidades carentes. Por meio de atividades sonoras conseguia gerar harmonia em locais onde imperava a desarmonia. Os resultados sempre eram muito palpáveis. E quando você trabalha música para equipes a forma de se estruturar não difere muito se é comunidade ou empresa, o que muda são os objetivos desse trabalho. Em março de 1996 por meio de uma peça de teatro na empresa Multibrás, trabalhamos a quebra de paradigmas.

 

SITE DA ABRH-RJ - Mas como?

 

Guilhermo Santiago - Desenvolvo uma técnica que ajuda as pessoas a estarem dentro da construção da harmonia. Por exemplo, um dos trabalhos de quebra de paradigma consiste em dispor uma sequência de garrafas bem afinadas, cada um com um nível de água diferente dentro de seu interior. As pessoas sopram as garrafas e em apenas 20 minutos realizando este exercício estarão tocando uma música clássica. Esta prática que surpreende as pessoas sobre suas possibilidades e potencialidades com a música facilita a percepção do fato de que podem superar seus limites. Mexe muito positivamente com a confiança delas. Só é possível se trabalhar bem em um time a partir do perfeito conhecimento e respeito a um ponto de vista diferente. Como a música tem notas musicais diferentes e é necessário o somatório de todas elas para se criar a harmonia; a música se torna ferramenta de fácil manejo para se explicar como "regenciar as diferenças".

 

SITE DA ABRH-RJ - E no quê o seu trabalho com música tem sido positivo para a gestão de pessoas?

 

Guilhermo Santiago - É importante citar que eu não uso a teoria da música, mas faço atividades musicais com os instrumentos que toco para desenvolver as ferramentas de gestão. Trabalho com empowerment, times de alta performance, motivação, integração, comunicação interna, feeedback e treinamento.

 

SITE DA ABRH-RJ Em que percentual a música pode nos gerar benefícios para o trabalho? Por quê?

 

Guilhermo Santiago - Eu te diria que aumenta muito acima de 50%. O percentual exato vai depender do quão esta sensibilização musical seja usada. Estudo muito as frequências, istoé, as vibrações por segundo. Sou autodidata em estudo de Física Quântica, Física Newtoniana, Neurociência e a questão do som na música. A nossa percepção auditiva vai de 16 vibrações a 30 mil vibrações por segundo. Então se uma combinação é distorcida vai causar irritabilidade. A música, sem o auxílio de imagem, é capaz de ajudar a construir emoções e sentimentos. E a música faz em pouco tempo, em alguns segundos ou minutos, o que uma palestra levaria cerca de meia hora para fazer.

 

SITE DA ABRH-RJ - Como podemos fazer o uso da música para gerar resultados interessantes no trabalho em equipe?

 

Guilhermo Santiago - Por meio de várias atividades que integrem as pessoas. Como exemplo aqui cito a atividade das palmas. Divido uma platéia em dois grupos iguais. O primeiro grupo começa a bater palmas antes do segundo e em um determinado ritmo. Momentos depois, o segundo grupo começa a bater palmas em um ritmo diferente, mais rápido ou mais lento, não importa. Se eles continuarem a bater palmas chegará um momento em que estarão batendo palmas ao mesmo tempo. Nesse exato instante em entro tocando flauta. O somatório da minha flauta com as palmas dos dois grupos entonará o Bolero de Ravel. Esta atividade dura cerca de dois minutos.

 

SITE DA ABRH-RJ - E em quê medida isso gera resultados?

 

Guilhermo Santiago - A pessoa vê na prática o resultado do trabalho em equipe. Esse tipo de exercício mostra mesmo a um indivíduo talentoso que o trabalho dele sozinho não representará muito coisa em termos de resultado. Hoje vale mais a máxima de que "a minha competência vai terminar quando terminar a sua competência". Ou seja, as pessoas gravam em seus subconscientes por meio de estímulos sonoros que elas podem conseguir muito mais resultados quando trabalham em harmonia, somando e combinando competências.

 

SITE DA ABRH-RJ - É possível exercícios com a música reverterem um processo de deterioração da motivação de um profissional? Como isso ocorre na prática?

 

Guilhermo Santiago - É bem possível. Aqui ocorre algo bem interessante. Preciso dar o estímulo para cada um criar sua motivação. Antes de qualquer trabalho, é interessante fazer uma espécie de mapeamento para identificar de onde vem a desmotivação da pessoa. A música que utilizo trabalha também a parte do cérebro reptiliano (vem da palavra "réptil") por meio da questão do batimento cardíaco. Quando alguém está apático, distante, não adianta apenas colocar música para que ele se motive. Preciso identificar como esta pessoa está vibrando e como o seu grupo de trabalho está vibrando. Depois, se esta pessoa quiser, se concordar, vou usar a música para recolocar esta pessoa ou conduzir esta pessoa para que atinja o ritmo de sua equipe. Forneço a esta pessoa um CD com músicas que estejam no ritmo de seu grupo e oriento-a para escutá-las nos momentos livres ou sempre antes de um momento importante de seu cotidiano profissional. E isso não é invenção minha. Os alto executivos japoneses só se sentam à mesa para negociar quando a respiração deles está no mesmo ritmo, é o processo de empatia da PNL.

 

SITE DA ABRH-RJ - Falamos sobre desmotivação; agora eu te pergunto sobre carência. Qual tem sido a maior carência de gestores que solicitam um trabalho por meio da música?

 

Guilhermo Santiago - A maior carência das equipes de trabalho é a falta de integração, claro sob o meu ponto de vista. Eles se angustiam com pessoas talentosas que perderam a harmonia com o todo e mesmo com o colega mais próximo. Uso muito para isso um exercício de bater os pés, que é na verdade uma dança indigena. Os índios já fazem este procedimento há séculos em reuniões de 15 em 15 dias. O pé funciona neste momento como um segundo coração que ajuda a bombear o sangue de volta ao coração, e assim, gerenciando a qualidade de vida. O objetivo desse exercício é cada executivo (ou cada colaborador) perceber que de uma forma bem simples faz parte do toque esta em harmonia com os colaboradores.  

 

SITE DA ABRH-RJ - Fale-nos sobre o Método SOM, como fisiologicamente podemos entender que ele mexe na psiquê humana? O que é isso?

 

Guilhermo Santiago - O S.O.M. (Sistema de Organização Musical) estuda o efeito do som no organismo e na Psiquê. Fisiologicamente o som mexe com o sistema límbico-hipotálamico que gerencia as emoções. Os estímulos sonoros aumentam muito a sensibilidade desta região do cérebro, como aumenta a de outras também. Sendo assim, a música (melodia, harmonia e ritmo) deve caminhar na mesma direção dos seus objetivos, dos que é pré-estabelecido por quem me solicita um determinado trabalho.

 

SITE DA ABRH-RJ - É preciso um ambiente específico para o trabalho de sensibilização pela música em empresas?

 

Guilhermo Santiago - Basta ser uma sala sem ruídos que interfiram na atenção daqueles que participam dos exercícios. A sala pode até ter ruídos, mas estes ruídos não podem solicitar as pessoas. Por isso, é muito interessante sair da empresa, buscar um local fora do comum daquelas pessoas.

 

SITE DA ABRH-RJ - Quais são os principais resultados que você tem observado após a sensibilização de pessoas por efeitos sonoros ou por músicas?

 

Guilhermo Santiago - Tenho percebido que os trabalhos com música geram impactos muitíssimo maiores em pessoas do que outras dinâmicas mais comuns de gestão, claro, sem menosprezar quaisquer tipos de ferramentas. Em muito menos tempo, com a música, as pessoas se soltam mais, ficam mais felizes e com isso rendem naturalmente mais. Então meu foco é o de criar ambientes cada vez mais prazerosos e geradores de aprendizagem.

 

SITE DA ABRH-RJ - Que tipos de sons ou de músicas podemos usar, por exemplo, para ampliar a percepção das pessoas para os objetivos da empresa, ou que podemos usar, por exemplo, para gerar ambientes inovadores?

 

Guilhermo Santiago - Primeiro há que se dizer que há enorme carência de ambientes inovadores na empresa, principalmente que usem a música positivamente. Posso dizer, em seguida, que há uma vasta gama de possibilidade de tipos de sons e trabalhos com música para gerar inovação. Vou dar aqui três exemplos: o primeiro insere aulas de violão e flauta nos intervalos de trabalho; o segundo fala sobre salas de relaxamento nas quais as pessoas deitam em colchonetes e escutam músicas lentas com luz azul fraca (obs: o azul induz à congruência de informações) e o último exemplo trata-se de um exercício que incentiva as pessoas a criar seus próprios instrumentos musicais.

 

SITE DA ABRH-RJ – Mas nem todo mundo tem talento ou aptidão musical...

 

Guilhermo Santiago – Discordo de você. Para mim qualquer ser humano tem algum talento para fazer música. Afinal, a música nasceu dentro do nosso organismo.  

 

SITE DA ABRH-RJ – Existe algum trabalho com música capaz de auxiliar gestores e descobrir talentos que estavam adormecidos em si mesmos ou em seus colaboradores? 

 

Guilhermo Santiago – Sim existe. Por exemplo, há uma atividade em que coloco as pessoas para manusear um dos 116 instrumentos que eu toco. É pedido neste exercício que elas tentem compor uma música. É claro que você e muita gente me dirá: mas isto é muito difícil, quase improvável! Na verdade existem ferramentas para memorizar o que você criou, como gravadores. Simplesmente o som que sai desses instrumentos já é música. O resultado é que as pessoas descobrem que assim como os instrumentos são harmônicos e permitem muitas variações, elas mesmo, em seu dia a dia de trabalho, podem se tornar mais flexíveis. A música é uma ferramenta, por exemplo, de diagnostico de lideranças situacionais. Porque quando se compõe uma música se aplicam muitas variáveis ao mesmo tempo. Música também ensina uma pessoa a conviver com as outras.

 

SITE DA ABRH-RJ – Para finalizar qual será o objetivo de sua oficina a ser ministrada no dia 5 de junho durante do Congresso RH-RIO 2009?

 

Guilhermo Santiago – Quero que cada participante da oficina sinta o poder que a música tem para gerar mudanças positivas na vida de cada uma delas. Mais do que isso: de que elas não duvidem que isso é palpável. 

 

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